quinta-feira, 7 de julho de 2011

Importância da Raiz

As raízes eram, tradicionalmente, utilizadas como remédio e não como alimento. A função medicinal era a única atribuída pelos gregos e romanos ao aipo, esta delicia crocante que hoje em dia nos refresca os pratos mais sofisticados. O gengibre era usado pelos marinheiros chineses como alívio de enjoos marítimos; atualmente, as propriedades medicinais do gengibre estão comprovadas e a raiz continua sendo utilizada em casos de enjoos e problemas digestivos.

Em gargarejos, é eficaz no tratamento de inflamações de garganta e como chá terapêutico contra gripes acalma a tosse e abaixa a febre. O nabo japonês, iguaria levemente picante que recentemente aprendemos a apreciar, tem apenas 20 calorias por cada xícara; esta quantidade nos fornece 36% da necessidade diária de vitamina C, além de facilitar a digestão e o aproveitamento de gorduras. O nabo redondo, seu parente próximo e mais conhecido, cujo sabor até hoje desprezamos, pertence à família das crucíferas e é importante na prevenção do câncer, além de ser, como comprovamos em nossa receita de hoje, delicioso e leve.



Fugindo à regra básica do gosto exótico e aparência duvidosa, duas raízes nossas conhecidas se destacam por seu sabor docinho e suas cores vibrantes, tudo isto sem deixar de lado as propriedades medicinais. O laranja forte da cenoura denuncia seu alto teor de Betacaroteno, transformado pelo organismo em vitamina A - que ajuda a combater infecções e mantém a saúde da pele e dos cabelos.

Uma única cenoura fornece 220% de nossa necessidade diária de vitamina A! O vermelho vivo da beterraba nos fala de seu teor de ferro, somado ao potássio, ao magnésio e à fibra que enriquecem o valor nutricional desta raiz, essencial para o bom funcionamento do fígado e regeneração de suas células.
Algumas raízes são comestíveis, como a cenoura, o ginseng, o nabo o rabanete a mandioca e a beterraba. Estas raízes não devem ser confundidas com tubérculos como a batata, nem bulbos como a cebola, pois estes são caules subterrâneos, e não raízes.
Algumas raízes são consideradas medicinais (como o próprio ginseng). Um grupo brasileiro chegou a pesquisar, em 1979, os efeitos anticancerígenos das raízes de Ternstroemia brasiliensis, uma Theaceae.
As raízes, como por ex. mandioca, cenoura e mandioquinha, etc. são ricas em vitaminas e minerais, além de conter fibras que favorecem o bom funcionamento do nosso organismo. É essencial introduzi-las em nosso cardápio para obtermos os diversos micronutrientes que são necessários para diversas funções que nosso organismo exerce, como coagulação sanguínea, transporte de substâncias pelo sistema circulatório, contração muscular, transito intestinal, fortalecimento ósseo e etc. Por isso são fundamentais para a nosso saúde. E a indústria tem utilizado essas e outras raízes com frequência para preparar diversos produtos. Um exemplo são as pastas de raízes vendidas no mercado, raiz forte, etc.

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